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Terra
Alimentação
O último levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária mostrou que 12,24% dos alimentos apresentavam resíduos de agrotóxicos proibidos ou em quantidade excessiva, prejudicial à saúde.
Fertilizantes químicos e agrotóxicos, que contaminam o meio ambiente, empobrecem o solo e prejudicam os rios.
As sementes transgênicas podem causar a perda da biodiversidade por meio da poluição genética, que ocorre quando estas variedades se cruzam com variedades originais. Além de seus efeitos na saúde e meio ambiente serem desconhecidos sua adoção torna os agricultores mais dependentes das empresas multinacionais.
· Não consuma alimentos transgênicos. · Prefira alimentos orgânicos, produzidos sem fertilizantes químicos e agrotóxicos. · Diminua a pressão sobre as espécies pesqueiras, varie na hora de comprar pescado.
Construção e Reformas
O desmatamento na Amazônia não pára. Cerca de 80% da madeira amazônica são extraídos ilegalmente, e a maior parte é consumida no Brasil na forma de móveis, forros, esquadrias, casas pré-fabricadas, entre outros. A construção civil descarta 80% da madeira que usa, além de contribuir para emissão de substâncias altamente tóxicas à vida na Terra. · Ao comprar madeira e produtos florestais, peça provas de sua origem legal ao lojista, como a certificação do FSC (Conselho de Manejo Florestal), que garante que a extração se deu de forma ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável. · No acabamento, use somente óleos ou ceras naturais, ao invés de produtos sintéticos com solventes. · Reduza o uso de madeira em usos descartáveis como fôrmas de concreto, tapumes e andaimes. · Procure alternativas reutilizáveis no mercado, como fôrmas de aço e de plástico reciclado para concreto. · Evite o amianto, substância cancerígena que ainda é usada no Brasil na produção industrial de caixas d'água e telhas de fibrocimento. · Se o uso de vernizes líquidos for indispensável, prefira os de poliuretano de dois componentes e mantenha ventilação no local para dispersar os odores. · Use produtos com formulação atóxica. Quando não for possível, use tintas a base de água, que dispensam o uso de removedores químicos. · Use lixa e areia para remover pinturas antigas. · Limpe pincéis sujos de tintas à base de solvente deixando-os de molho em vinagre. Depois, ferva-os por alguns minutos em água com sabão.
Consumo
Contaminando o solo, o ar e as águas de rios e lençóis freáticos, os depósitos de lixo são também um grande problema de saúde pública por servirem à proliferação de parasitas causadores de doenças. Segundo o IBGE, menos de um terço dessa montanha de lixo recebe tratamento adequado. A maior parte dos resíduos é jogada a céu aberto ou, quando muito, enterrada. Não existe tratamento de lixo livre de impactos ambientais, por isso, a melhor forma de diminuir o problema é produzir menos lixo, e para isso é preciso uma mudança nos hábitos dentro de casa e de consumo. As 230 mil toneladas de lixo produzido no Brasil todos os dias é um de nossos maiores problemas ambientais
· Leve sua própria sacola ao mercado e dispense os sacos plásticos. · Evite consumir objetos feitos de plástico, que utilizam petróleo na sua fabricação e contaminam o meio ambiente. · Não compre ou utilize produtos ou objetos de PVC, que são feitos à base de cloro e cuja fabricação é altamente tóxica. As substâncias produzidas e resultantes dessa produção também são cancerígenas. · Recuse embalagens desnecessárias ou de difícil reciclagem, como as tetrapack e de isopor. Prefira produtos com refil. · Utilize integralmente os alimentos, reutilize embalagens de vidro, potes de sorvete, etc. · Evite desperdício de papel, tire seu nome do mailing de empresas que não interessam e não aceite panfletos que não vai ler na rua. · Separe garrafas PET, latas de alumínio, papéis secos e outros materiais para reciclagem. · Roupas, brinquedos e móveis também podem ser reciclados ou doados. · Participe da coleta seletiva em seu bairro, ou leve os resíduos separados até os postos de coleta.
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