Demorar a admitir o erro, minimizar a gravidade do problema e não possuir plano de emergência eficaz. Talvez essas sejam três características semelhantes das indústrias químicas, de petróleo e gás, com grande capacidade poluidora. Isso aconteceu em 2000, quando a Petrobras lambeu de óleo grande parte da Baía de Guanabara, depois a Servatis que derramou endosulfan no Rio Paraíba do Sul ocasionando a mortandade de milhares de toneladas de peixes, e agora, mais uma vez, outro acidente com indústria de petróleo na Bacia de Campos. A Chevron-Texaco que provocou o vazamento de petróleo na Bacia de Campos demorou para admitir o problema. Nesta quinta-feira, 25 de novembro, a Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa promoveu uma Audiência Pública para discutir o assunto. Durante o encontro, onde estiveram presentes: a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), Marilene Ramos, o prefeito de Macaé, Riverton Mussi, o superintendente de Meio Ambiente da Chevron Luiz Pimenta, os deputados estaduais decidiram criar grupo de trabalho com o objetivo de desenvolver um plano regional de prevenção e contingência de acidentes como estes. “Uma empresa que explora Petróleo não poderia deixar de ter um plano de emergência eficiente. Ele me parece despreparada para situações como esta”, comentou o deputado estadual André Lazaroni, líder do PMDB e vice-presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente. De acordo com Marilene, a Secretaria de Estado do Ambiente e o Instituto Nacional do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) irão fazer uma auditoria para verificar a infraestrutura de equipamentos e de recursos humanos de que dispõem as empresas de prospecção, incluindo a Chevron, a fim de evitarem acidentes como o da Bacia de Campos. Ela também anunciou que a o Governo estadual vai entrar com uma ação civil pública para exigir da empresa o ressarcimento dos danos. O superintendente de Meio Ambiente da Chevron, Luiz Pimenta, defendeu a empresa, afirmando que ela tomou todas as medidas possíveis para conter os impactos ambientais e a expansão da camada de óleo. Também estiveram presentes no evento o oceanógrafo e ambientalista David Zee; o procurador do Ministério Público Federal Flávio Reis. Categoria: Geral |
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