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Um dia na história

25/07/2006 -Voltar

Num dia já distante na história, em 1972, delegações de vários países, entre eles o  Brasil, decidiram aprovar numa reunião realizada em Estocolmo, Suécia,  o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), promulgar uma declaração mundial e recomendar a criação do Programa Internacional de Educação Ambiental (Piea).

 

Há 34 anos, as graves questões ambientais não eram vistas como denúncias preocupantes. No entanto, o artigo 19 da Declaração Mundial sobre o Meio Ambiente Humano, então assinada, já dizia expressamente: "é indispensável um trabalho de educação em questões ambientais, visando tanto as gerações jovens, como os adultos, dispensando a devida atenção aos setores menos privilegiados, para assentar as bases de uma opinião pública bem informada."

 

Hoje, os problemas do meio ambiente tornaram-se rotina, muitas vezes de forma trágica. Recordemos um fato recente e perto de nós: o envenenamento das águas dos rios Pomba e Paraíba do Sul, por dejetos vazados do reservatório de uma fábrica de papel.

 

Mas há mais problemas graves, como a degradação da mais bela baía do mundo, a Baía de Guanabara; a existência de grandes lixões a céu aberto na região metropolitana do Rio de Janeiro, verdadeiros focos de doenças e em risco de provocarem desastres ambientais; e a ameaça de derramamento de resíduos tóxicos na Baía de Sepetiba.  

 

Felizmente há o amadurecimento de uma consciência ecológica: a opinião pública mostrou-se sensibilizada com a recomendação feita pelas  Nações Unidas, que  proclamaram 2003 o Ano Internacional da Água Doce. O mundo já se convence de que a água doce é um bem finito. Se nós não preservarmos as fontes, as florestas das nascentes e mananciais, ela acabará.

 

Escreva em sua agenda e não se esqueça. No dia 5 de junho, recorde-se da conferência da Suécia. E alegre-se: será o  Dia Mundial do Meio Ambiente, motivo para comemoração e não apenas de lamentações sobre tantas coisas negativas que acontecem sobre a Mãe Terra.

André Lazaroni é deputado e presidente da Comissão de Obras Públicas da Alerj


Autor: André Lazaroni
Categoria: Artigos