A Justiça deve adotar penas alternativas para o usuário de drogas. Essa medida tem sido uma tendência cada vez mais crescente do Direito Penal em todo o mundo. Recordo uma frase do jurista e ex-ministro da Justiça, Paulo de Tarso Ribeiro: "As penas alternativas têm um grande potencial reeducador. Não se pode penalizar o usuário tratando-o como um criminoso".
Aos traficantes, sim, deve recair o peso da lei. Eles disseminam vícios que, nas últimas décadas, têm alterado a história da pessoa humana. As drogas invadiram todos os segmentos da sociedade e, hoje, chegam até mesmo a mover as engrenagens de governos. Atrás disso tudo ainda vem uma doença terrível, que ceifa milhões de vidas, que inviabiliza países e que consome milhões e milhões de dólares em pesquisas, hospitalizações e tratamentos: a Aids.
Estatísticas indicam que as nações do mundo inteiro ainda perdem, anualmente, mais de 25 bilhões de dólares por faltas ao trabalho, queda de produção e de qualidade na indústria, comércio e serviços, por conta do uso de entorpecentes.
O educador e escritor Eurípedes Kühl alerta para o aumento do uso de drogas por jovens incautos e vítimas fáceis de traficantes. Ele prega a adoção de campanhas de esclarecimento, feitas com argumentos sólidos, lógicos e sinceros. Exemplo contrário a esse ponto de vista é a campanha atualmente veiculada pela TV, que apresenta o usuário no mesmo patamar de responsabilidade do bandido traficante.
Diz o educador que o jovem não se convence por emocionalismos e atitudes antididáticas. Devemos lutar contra a desinformação que desperta curiosidade, que gera dependência, que leva ao preconceito, que impede a cura e que, invariavelmente, desencadeia a violência. Queira Deus que as campanhas que buscam afastar os jovens do terrível flagelo das drogas ganhem competência. Autor: André Lazaroni Categoria: Artigos |
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